domingo, 23 de abril de 2017

Refutações ao Protestantismo - Sacramento da Eucaristia III

Continua a explanação sobre o fundamento escriturístico da Sagrada Eucaristia.

Prefigura da necessidade de se consumir o sacrifício no AT.

Genesis 22, 9-13 : Deus salvou o filho primogênito de no Monte Moriah, com um sacrifício substituto que deveria ser consumido. Era um prenúncio do sacrifício do verdadeiro Filho primogênito de Israel, NSJC, que deveria ser consumido.

Êxodo 12,5 : O cordeiro pascal sacrificado e consumido deveria ser sem mácula. NSJC é o verdadeiro e perfeito cordeiro pascal. (São Lucas 23, 4-14; São João 18,38)

Êxodo 12, 7;22-23 : O sangue do cordeiro deveria ser aspergido nas duas ombreiras e sobre a verga da porta das casas onde o comeram. Este sacrifício pascal prefigura o sacrifício do verdadeiro Cordeiro e o madeiro da Sua cruz sobre o qual Seu precioso sangue foi aspergido.

Êxodo 12, 8-11 : O cordeiro pascal deveria ser consumido pelos fiéis para que Deus poupasse seus filhos primogênitos quando da sua "passagem". NSJC, o verdadeiro cordeiro pascal deve ser consumido, para que os fiéis tenham seus pecados perdoados.

Êxodo 12, 43-45 ; Ezequiel 44, 9 : Ninguém fora da família de Deus comerá o cordeiro. Os não-católicos não podem participar da Eucaristia até estarem em plena comunhão com a Igreja.

Êxodo 12, 49 : Era necessária a circuncisão para consumir o cordeiro. O batismo é a circuncisão dos católicos, por isso é necessário ser batizado para consumir o verdadeiro Cordeiro pascal, NSJC.

Êxodo, 12, 47; Números 9, 12 : Os ossos do cordeiro pascal não podiam ser quebrados. Nenhum dos ossos de NSJC foi quebrado. (São João 19,33)

Êxodo 16, 4-36; Neemias 9, 15 : Deus deu a seu povo o pão do céu para sustentá-los em sua jornada até a terra prometida. Isto prefigura o verdadeiro Pão do Céu (NSJC) que Deus nos dá em toda Santa Missa para nos sustentar em nosso caminho até o céu.

Êxodo 24, 9-11 : A aliança Mosaica foi consumada com uma refeição na presença de Deus. A Nova e Eterna Aliança é consumada com a ceia eucarística - o Corpo e Sangue de NSJC sob as aparências de pão e vinho.

Êxodo 29, 33 : Deus ordena que se coma o alimento com que a expiação foi feita. NSJC, o verdeiro alimento de expiação deve ser consumido.

Levítico 7, 15 : O sacrifício deveria ser totalmente consumido, a fim de restaurar a comunhão com Deus. Todos estes sacrifícios são prefigura do único sacrifício eterno, NSJC, que deve ser consumido para restaurar a comunhão com Deus. Esta é a Eucaristia.

Gênesis : 9, 4-5 : Deuteronômio 12, 16; 23-24 : Nestes versículos vemos proibições de se beber o sangue, Mas Jesus manda-nos beber seu sangue porque é a verdadeira fonte de vida.

2 Reis 4, 43 : Esta passagem prefigura a multiplicação dos pães e o verdadeiro Pão do Céu que é NSJC.

2 Crônicas 30, 15-17; 35, 1; 6; 11; 13; Esdras 6, 20-21; Ezequiel 6, 20-21 : O cordeiro foi morto e consumido para expiar os pecados e restaurar a comunhão com Deus. Isto prefigura o verdadeiro Cordeiro de Deus, NSJC, que foi sacrificado para expiar os nossos pecados e agora deve ser consumido para nossa salvação.

Salmos 78, 24-25; 105, 40 : o maná descido dos céus e o pão do anjos anunciam o verdadeiro Pão dos Céus, NSJC.

Isaías 53, 7 : prefigura do verdadeiro Cordeiro de Deus que foi morto para expiação dos nossos pecados e deve ser consumido.

Continua.

Eugênio Mendes

sábado, 22 de abril de 2017

Refutações ao Protestantismo - Sacramento da Eucaristia II

Neste artigo, no melhor "estilo protestante" (pois usarei mais uma vez somente argumentos bíblicos para confirmar a Eucaristia) trarei uma sequência lógica de artigos confirmando tal sacramento. Vamos lá:

Siglas
AT = antigo testamento
NT = novo testamento
NSJC = Nosso Senhor Jesus Cristo

Prenúncio do Sacrifício Eucarístico no Antigo testamento

Gênesis 14,18 : Primeiro vez que a palavra sacerdote é usada no AT. Melquisedeque é sacerdote e rei e oferece o sacrifício do pão e do vinho.

Salmo 76,2 : Melquisedeque é o rei de Salem. Salem é a figura de Jerusalem, onde NSJC, eterno sacerdote e rei, estabeleceu seu reino e sacrifício eucarístico oferecido debaixo das aparências de pão e vinho.

Malaquias 1,11 : Esta é a profecia da oferta do Santo Sacrifíco, que ocorrerá em todo lugar, do nascer ao pôr do sol. Haverá somente um sacrifíco, mas será oderecido em vários lugares. Esta profecia é cumproda somente pela Igreja Católica, nas missas em todo o mundo, onde o Sacrifício de NSJC que transcende o tempo e o espaço, é oferecido para nossa salvação. Se esta profecia não for cumprida pela Igreja Católica, então Malaquias é um falso profeta.

Êxodo 12, 14-17-24; 24, 8 : A festa do cordeiro pascal é uma odernança perpétua de Deus. É para sempre. Porém ainda não havia sido cumprida.

Levítico 19, 22 : Os sacerdotes da antiga aliança faziam a expiação do pecados através do sacrifício de um animal que deveria ser consumido. NSJC, o sumo sacerdote da nova e eterna aliança, expiou nossos pecados pelo Seu único sacrifício. Sua carne também deve ser consumida.

Jeremias 33, 18 : Deus promete que seu reino terrestre consistirá de um sacerdócio sacrificial eterno. Esta promessa foi cumprida pelos sacerdotes da Igreja Católica que oferecem o sacrifício de NSJC em cada missa ao redor do mundo.

Zacarias 9, 15-16 : Esta é uma profecia do filhos de Sião, que no local do sacrifício eucarístico, beberão o sangue com vinho e serão salvos. Esta profecia cumpre-se com os sacerdotes da Igreja Católica.

2 Crônicas 26, 18 : Somente os sacerdotes devidamente consagrados poderão oferecer o sacrifício a Deus. O sacerdotes católicos, da nova e eterna aliança, ligam seu sacerdócio sacrificial a NSJC.

Mais no próximo artigo.

Eugênio Mendes

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Refutações ao Protestantismo - Sacramento da Eucaristia

Dias atrás conversando com  amigo protestante, ocorreu um certo debate via WhatsApp sobre uma série de objeções protestantes a fé católica e resolvi então, com mais calma, refutar tais mentiras e demasiada ignorância que ronda a decendência de Lutero.
Uma das dúvidas perguntadas dizia respeito a doutrina dos sacramentos nas sagradas letras, e já que um filho de Lutero não sobrevive se tudo que ele imagina não estiver escrito nas escrituras, resolvi então escrever este modesto artigo.

Mas vamos lá, não tem problema, qualquer católico minimamente instruído, rebate tais objeções com um dos olhos fechados e uma mão atada.

Uma das melhores explicações que já encontrei até hoje foi a exegése do capítulo 6 de São João, o discurso do Pão da Vida, pois é simplesmente um golpe de marreta na cabeça de qualquer herége que diz que a Eucaristia é somente um pedaço de pão, e que tal sacramento somente simboliza o Corpo de Nosso Senhor.

Antes de tudo, para nós católicos, não é necessário exegése para acreditarmos na Sagrada Eucaristia. Como diz São João Bosco em uma de suas orações: "Creio, porque Vós o dissestes." Simples, preciso, repleto de humildade que Nosso Senhor merece. Além disso, como diz também Nosso Senhor: "Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!" (São João 20, 29)

Disto isto, vamos a refutação do argumento protestante. Nosso Senhor fala de algo que parecia impossível para os judeus, que nós deveríamos comer a Sua Carne para termos a vida eterna.

No começo do capítulo são narradas duas figuras da Sagrada Eucarísitia: A primeira é a multiplicação dos pães, a segunda é a narrativa do Maná do deserto, que é uma pré-figura da mesma Eucaristia.

Mas vamos nos prender ao detalhe mais interessante deste capítulo: o verbo "comer". Este aparece 12 vezes no capítulo e são elas: Versículos 5, 31 (2 vezes), 49, 50, 51, 52, 53, 54, 56, 57, 58. O texto que nos interessa em questão são os versículos 49 em diante. Vou colocar dois versículos em grego para entendermos a argumentação.

49 οἱ πατέρες ὑμῶν ἔφαγον ἐν τῇ ἐρήμῳ τὸ μάννα καὶ ἀπέθανον:
49. Vossos pais, no deserto, comeram o maná e morreram.

56 τρώγων μου τὴν σάρκα καὶ πίνων μου τὸ αἷμα ἔχει ζωὴν αἰώνιον, κἀγὼ ἀναστήσω αὐτὸν τῇ ἐσχάτῃ ἡμέρᾳ.
56. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.

Notem que existe uma diferença entre os dois verbos usados no versículo 49 (efagon) e 56 (trogo) . Os dois verbos significam "comer", porém o primeiro é usado em sentido simbólico e literal nas segradas letras, dependendo do versículo. Além disso, este verbo aparece nos versículos 31, 49, 50, 51, 52, 53. Já o segundo verbo (trogo) é usado poucas vezes nas sagradas letras e tem somente o sentido literal de "mastigar", e aparece nos versículo 54, 56, 57 e 58.

Notem quão interessante é a sequência do texto. Nosso Senhor começa o discurso do Pão da Vida no versículo 31. O judeus e os apóstolos ficaram surpresos e sem entender como Nosso Senhor poderia dar sua carne para comermos. Os judeus murmuram entre si. Nosso Senhor os repreende. Nosso Senhor continua afirmando a doutrina da transubstanciação. Até que no versículo 52 os judeus novamente questionam como aquilo seria possível. O texto sagrado então fica bastante claro a partir do versículo 54. Nosso Senhor afirma categoricamente que era necessário mastigar a sua carne, através do uso do vergo "trogo" e não mais "efagon".

Logo a frente, no versículo 61, Nosso Senhor pergunta: "Isto vos escandaliza?" E sem meias palavras e sem respeito humano pergunta aos apóstolos no versículo 67. "Quereis vós também retirar-vos?"

Pois bem, escandalizados estão os protestantes com tal ensinamento e tal doutrina. Retiraram-se da única Igreja de Cristo por duvidar de Suas Santas palavras.

Continuo no próximo artigo.

Eugênio Mendes

terça-feira, 18 de abril de 2017

Retiro de Santo Inácio - Ipatinga - Semana Santa 2017

Prezados, para os fiéis que não participaram, estou carregando os vídeos das palestras proferidas pelo nosso padre, no retiro da semana Santa de 2017. Peço perdão se a gravação não é a melhor de todas, mas é possível entender perfeitamente. O equipamento de gravação grava videos de 20 minutos e por isso existem pequenos cortes.



Princípio e fundamento - Primeira palestra



Princípio e fundamento - Segunda palestra



O Inferno - Quarta palestra
(*algumas partes foram cortadas, mas é possível aproveitar bastante)

 
A morte - Quinta palestra



As duas bandeiras - Sexta palestra



Encarnação - Sétima palestra



Tribulações da Sagrada Família - Oitava palestra

 

Reflexão sobre Judas - Nona palestra



A última Ceia - Décima palestra



Os 3 binários - Undécima palestra



Reflaxão sobre São Dimas - Décima segunda palestra



Resolucoes - Décima terceira palestra



Tribunais da noite - Décima quarta palestra



Reflexão sobre Pilatos - Décima quinta palestra



Solidão de Nossa Senhora - Décima sexta palestra

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Semana Santa 2017 - Ipatinga

Algumas fotos das celebrações da Semana Santa de 2017.


Domingo de Ramos - 09/04/2017












Quinta-feira Santa - Lava-pés






























Santa Missa Lava-pés gravada


Breve mais fotos.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

O cordel da Desistência - Esqueci-me de algumas coisas

Mais um pouco de cordel para mostrar as incoerências de Dom Williamson.

Como é triste perceber
A decadência de um bispo
Que antes era um leão
Hoje mudou o disco.

Como se o Santo Evangelho
Já fosse Letra morta.

Sem pecado original
A Virgem concebeu
Nem gosto de me lembrar
O que Valtorta escreveu.

Peço a Virgem indulgência,
Clemência e o perdão
Por alguém ter escrito
Tamanha insurreição.

A Valtorta é tratada
Já o que ela escreve
Em Deus dá bofetada.

No blog tradicional
O Comentário Eleison

O “porquê” não publicaram
Isso é claro como o dia
Ele tratava da Valtorta
Credo in crucis, Ave Maria!

Que no mínimo é duvidoso
Para não dizer outra coisa
E ficar indecoroso.

No primeiro avião
Mas não convenceu não.

Mas erigiu seminários
Congregação e outros fatos.

É difícil acreditar
Em quem diz contradição
Mas ainda tem seguidores
Que no fogo põe a mão.

Cinco razões já foram dadas
Pra não mais seguir o bispo
No seu olho tem a trave
Não bastando ter um cisco.

A cegueira é imensa
Mas até cego pode ver
Que a confusão causada
É coisa de quem não crer.

Para nutrir a sua fé
O bispo diz: Missa Nova!
Dom Lefebvre tinha dito

Esquecendo que a perdição
Os fiéis ele conduz.

Os mistérios deste grupo
Cheira a fazer acordo
Com Roma conciliar
Isso é certeiro e morto.

E por falar em mistérios
Dos do Concilio nascidos.

Que será desta união?
Meu Deus, ó Jesus Cristo!
Senão, só profanação
Blasfêmias e milagritos.


Disse que pode haver
Milagres fora da Igreja
Isso nunca foi possível
Por mais que ele deseja.

Como assim, Vossa Excelência?
O que foi que aconteceu?
Outrora era ortodoxo
Agora se desdizeu...

Aprendi: contradição,
É coisa do inimigo
Quem disse isso foi Cristo
Aprenda, ó senhor bispo.

Quem não crer no batizado
De Sangue é um herege
Mas Williamson insiste
Em crismá-los, inconteste.

Tá explicado esse sistema
Que entrou por ser caótico.

É melhor ficar sem bispo
Que ter um lobo do lado
Já estejam avisados.

Profetizou Dom Williamson
A cada Comentário Eleison
Tenho fé e acredito.

Dizem que existe uma árvore
Dá seus frutos ao seu tempo
É o que ele arrazoa.

Mas disse Nosso Senhor
Só há árvore boa e má
Árvore que é mais ou menos
Vá plantar lá pra acolá

domingo, 29 de janeiro de 2017

A confusão de Dom Williamson, proposital, sobre a Infalibilidade Papal

Sucede também, algumas vezes, que a ilusão diabólica facilmente se oculta em erros disfarçados pelas aparências de verdade; como também um leve acréscimo ou troca de palavras corrompem o verdadeiro sentido da doutrina. Assim é que a profissão de fé, em lugar de produzir a salvação, leva por vezes o homem à morte, em virtude de alguma alteração, que sutilmente lhe tenha sido feita. 
Papa Clemente XIII, Encíclica In Dominico Agro, 14 de junho de 1761.

Em seu “Comentário Eleison – n° 374” de 13 de setembro de 2014, o bispo Richard Williamson faz alguns “comentários” desastrosos sobre a Infalibilidade Papal. Seus argumentos, repletos de modernismo, pretendem defender a Infalibilidade, negando a autoridade do Papa fazendo uma grande confusão de termos, talvez proposital.
Não queremos nos alongar refutando seus argumentos, pois isto já foi feito e a exposição do dogma é bem clara. Faremos, entretanto, àqueles que lhe são fieis, ver que o que é defendido pelo bispo não deixa de ser claro modernismo e o que procura é semear o joio, a divisão e a discórdia entre os católicos. Faremos não citando opiniões próprias, mas com citações de autores abalizados.
Muitos de seus fiéis dirão, como já disseram, que “não foi isso que ele quis dizer”, que “foi mal interpretado”, “somos de má fé e desonestos intelectualmente”. Mas o simples fato de dizer coisas que podem ser interpretadas de duas maneiras diferentes, dúbias, já é sinal de modernismo, sinal de quem procura confundir e não esclarecer, como seria de se esperar de um bispo “tradicional”, ainda mais sobre um tema de grande importância, sobre um dogma de fé!
Ele se escorrega como uma serpente entre termos que os católicos temem, mas conhecem muito pouco: “liberal”, “sedevacantista”, e ainda defende e quer que sigamos uma “terceira corrente”, como se houvesse algo além do “Sim Sim, Não Não” de Nosso Senhor.
Modernismo isso? “São exagerados”, dirão eles.
Ele diz: “Esses manuais são maravilhosos ao seu modo, mas foram escritos antes do Vaticano II.” Ora, são maravilhosos para seu tempo, mas ultrapassados (ou errados) para a atualidade? Modernismo? Pode não ser, mas parece muito com a evolução do dogma desejado pelos hereges condenados por São Pio X.
Ele diz: “...nós sabemos que a infalibilidade do Papa provém da Igreja, e não o contrário... Os melhores seres humanos, e alguns Papas foram muito bons seres humanos, podem ser inerrantes, ou seja, podem não cometer erros, mas por terem eles o pecado original, não podem ser infalíveis como só Deus pode ser. Se eles são infalíveis, a infalibilidade deve vir por sua humanidade, mas de fora, de Deus, que decide concedê-la por meio da Igreja Católica, e essa infalibilidade precisa ser um dom apenas momentâneo, conforme a duração da Definição...”
Vejamos o que diz a este respeito, sobre o mesmo tema, Mons. Tihamer Toth em “A Igreja Católica, C. VII, A Infalibilidade do Papa.”
 
...Nosso Senhor Jesus Cristo instituiu S. Pedro e seus sucessores como doutores, chefes supremos e sumos sacerdotes da sua Igreja; quer dizer, colocou nas mãos do papa a sorte da Igreja. O papa é, pois, o piloto responsável pela nave, que é a Igreja. Para essa tarefa sobre-humana, ele precisa de um auxílio sobre-humano. Com efeito, se o papa não estivesse certo da assistência do Espírito Santo, se pudesse enganar-se quando dá à Igreja de Cristo regras de fé ou de moral, abrir-se-ia na vida da Igreja uma ferida da qual mais cedo ou mais tarde, ela teria de perecer...

...Se a Igreja de Cristo não deve nem cessar nem enganar- se, certamente também não o pode o seu chefe. Porquanto, se o piloto pudesse enganar-se e extraviar-se, a embarcação se esfacelaria contra um rochedo pérfido. Cumpre que o piloto da Igreja de Cristo seja infalível nas questões de fé e de moral...

...Se examinarmos os deveres que Nosso Senhor Jesus Cristo impôs à sua Igreja verificaremos que esses deveres, e os fins da Igreja, exigem a infalibilidade do papa. Exigem: A) a pureza da fé; B) a unidade...

A) A pureza da fé exige a infalibilidade do papa. Que vantagem haveria em Cristo ter vivido aqui na terra, ter ensinado a conhecer e a adorar a Deus convenientemente, ter morrido por nós e nos ter adquirido os tesouros da redenção; de que serviria tudo isso, se Ele não tivesse velado também para que os homens, no correr dos séculos, não falsificassem a sua doutrina, não lhe acrescentassem nem tirassem nada, isto é, se não tivesse dado a S. Pedro, e aos seus sucessores, o dom que os preserva de todo erro no ensino do dogma e da moral? A pureza da fé exige que o magistério eclesiástico seja isento de toda possibilidade ele erro, e que, si ele declara alguma coisa como doutrina de Cristo, ela o seja, certamente.

...O mundo católico sempre soube que S. Pedro e seus sucessores são os doutores infalíveis das verdades da fé. Por isto, cada vez que surgia dúvida se uma doutrina era, ou não, conforme ao ensino do Evangelho, os maiores sábios e os Doutores da Igreja volviam-se para Roma. Foi o que se produziu em Corinto; em vida mesmo do apóstolo S. João. Para obterem uma decisão, os fiéis de Corinto não se dirigiram a S. João, que vivia perto deles, em Éfeso, mas ao sucessor de S. Pedro, a S. Clemente, bispo de Roma, que ficava muito mais longe. Eles sabiam, com efeito, que o divino Mestre rogara por Pedro e por seus sucessores para que eles fossem isentos de todo erro, quando explicam e pregam a sua doutrina...

B) Assim também, a unidade de fé exige a infalibilidade do papa. Se Cristo realmente quis conservar sua doutrina até o fim do mundo, era necessário instituir um magistério doutrinal infalível...

De muito bom grado continuaríamos a citação se o tempo e o espaço permitissem, mas remetemos os leitores ao excelente livro de Mons. Tihamer Toth, exemplo de bispo devotado de corpo e alma pela causa da Igreja.

Esta citação e as inúmeras que omitimos são contrárias ao dito artigo de Dom Williamson. Segundo o celebre autor do livro, a Infalibilidade do papa foi concedida por Cristo a São Pedro e seus sucessores e isso era muito conveniente por causa da natureza e do ofício do papa e de seus sucessores.

Mas dirão: “... muito belo... porém foi escrito antes do Vaticano II...”.

Modernismo? Não!!! Mas já ouvimos muitas respostas semelhantes dadas por bispos e padres da igreja pós-conciliar! Certamente por estarem “misteriosamente unidos”.

Continuaremos nos próximos artigos a refutar os “Comentários Eleison” de Dom Williamson onde, falando sobre a Infalibilidade da Igreja, faz uma grande confusão, proposital, entre o Magistério Extraordinário e o Magistério Ordinário Universal. Confusão censurável para um bispo que se diz tradicional e defensor da fé.

Nosso objetivo, nos próximos artigos é mostrar que Dom Williamson trabalha, de maneira consciente e metódica, para destruir o restante da fé no restante de católicos que ainda procuram ser fieis a Deus e a Igreja.

Nossa Senhora nos proteja!

Ave Maria Puríssima, Sem pecado concebida!

Por Rafael Horta

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

O Cordel da Desistência

Um pequeno cordel em homenagem a insistência de Dom Williamson em defender os supostos milagres ocorridos na missa bastarda.

Aqui estou eu novamente
este famigerado escravo
a muito tempo não escrevia
ando por ai meio bravo

de cara vou dizendo
que não sou bom no cordel
até porque sou mineiro
mas vou tentar ser bem fiel

uma história que começou
em um tempo moribundo
com um famoso conciliábulo
chamado Vaticano segundo

apareceu um grande bispo
que era chamado Marcel
escolhido por Nosso Senhor
tratou o modernismo com fel

apareceu também em Campos
um bispo chamado Leão
Castro Mayer era seu nome
foi depois tratado em vão

Marcel decidiu fazer
Em defesa de Nosso Senhor
quatro polêmicas sagrações
entre modernistas causou furor

os modernistas reagiram
com a chamada Eclesia Dei
muitos tradicionais desistiram
esqueceram de Cristo Rei

porém os quatro bispos
deveriam seguir o legado
Foram uma grande decepção
Os quatro causaram estrago

um deles era Fellay
como líder da tradição
Não conseguiu fazer nada
Além de uma grande traição

rebelou-se então Williamson
parecia... ia defender
a fé como causa primeira
e a Cristo não iria ofender

doce ilusão a minha
acreditei enquanto podia
aos poucos fui percebendo
que era mais uma utopia

Willianson começou dizendo
atacando o sionismo
parceia muito bem
mas era só um “bom-mocismo”

a missa nova então
aos poucos defendia
era possível sustentar a fé
na missa bastarda com valentia

isso não é possível 
que essa missa moderna
não passa de uma torre de babel

então estive pensando
na falida desistência
Oh meu Deus não entendo
porque tamanha insistência

Williamson disse uma vez
que o tal do milagrito
acontecido em missa nova
não era nada esquisito

quis fazer-me acreditar
que o fato da Argentina
era motivo de festa
pra comemorar com serpentina

mas eu não sou trouxa
Deus é sempre ordenado
pra me deixar enganado

sagrou mais dois bispos
que pareciam muito valentes
outra decepção
a covardia ficou latente

Dom Tomás então disse
diante da infâmia alheia
“Um bispo é um bispo” (1)
meu Deus a coisa “ta” feia

estou esquecendo de Trincado
dono do blog “tradicional”
só esquece de dizer
que é tudo liberal

a dona do tal blog
que por ai se diz "Cristera"
uma hora vai se dar conta
arrumou uma bela "duma" frieira

e Trincado andou dizendo
pra defender o famigerado
as Palavras do Crucificado

e voltando aos milagritos
não preciso acreditar
nos falsos milagres em missa nova
“Cadê” o Magistério pra registrar?

o bispo de Kent disse então
pra qual igreja pergunto?
pra qual das duas versões?

é fato que existem duas
assim disse Dom Tomás
uma verdadeira em uma falsa
quem será capaz?

de esclarecer essa séria dúvida
que talvez seja a questão
mas já deixou claro
o bispo chamado Leão

Castro Mayer já dizia
com o tal conciliábulo
são duas igrejas, ou não?

e por isso sigo católico
não faço parte de grupo algum
quero apenas a Meu Deus
QUE EM TUDO DISSE QUE É UM (Efésios 4,5)

Viva Cristo Rei!!

(1) Pequena catequese depois da missa de 03/01/16, no Mosteiro de Santa Cruz, por mim presenciada.