quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Nota de esclarecimento

Os blogs que acompanham o apostolado de nosso querido Padre Cardozo marcaram novamente nossa posição a respeito dos recentes conflitos envolvendo os 3 bispos da desistência.

Só pra lembrar que não estamos unidos a quem está "misteriosamente unido" com isso.

Assis 1986


Simples assim!
Aprendi a muito custo que as 4 notas da Igreja não podem ser questionadas.

Apenas rezamos para que os fiéis, que de fato podem ter boa fé, saiam do erro da "igreja conciliar". Deus saberá!

domingo, 25 de setembro de 2016

Dom Williamson ataca de Missa Nova...

De novo!!


Dom Williamson diz que a missa nova é ambígua, mas parece não ver que suas palavras são ambíguas. Uma perigosa teologia que ataca e ao mesmo tempo defende a missa nova.

Mas enfim, Padre Cardozo, retrate-se já!!!!!




[56:35] " If you want to keep the new Mass to be as like the old Mass as possible, you can do it to quite an extent ..."

"Se você quiser fazer a missa nova parecer o máximo possível com a Missa Antiga, é bem possível..."

[57:00] "...or you have got alternatives included which, if you want to stick to the old Mass, you can make the new Mass relatively like the old Mass."

"...ou você tem incluídas alternativas que, se quiserem ser fiéis à Missa Antiga, poderá fazer a missa nova relativamente como a Missa Antiga."

terça-feira, 13 de setembro de 2016

domingo, 11 de setembro de 2016

Boas Notícias

Fotos da visita de Padre Cardozo a Missão São Miguel Arcanjo em Tucuman, Argentina, com a renovação da Consagração ao Imaculado Coração da Virgem e Rejeição ao Concílio Vaticano II.







E também a visita do Reverendo Padre Altamira ao México. Esperamos contar com a visita de Padre Altamira futuramente.




quarta-feira, 7 de setembro de 2016

A doutrina de Dom Willianson X A pastoral de Padre Cardozo

São Mateus, 23
24. Guias cegos! Filtrais um mosquito e engolis um camelo.

Minha cabeça de engenheiro fala de novo. Lembram do artigo da Toyota? Pois bem, aqui vai outro do Engenheiro Eugênio. Faz tempo que não pratico a engenharia como atividade profissional rotineira. Mas, restou-me um pouco do bom senso da qual a engenharia faz uso constante. Explico: um engenheiro estuda muita matemática, física e química. Basicamente estes três conjuntos de regras que regem toda a criação. A partir da observação do comportamento das coisas criadas, utiliza-se de forma controlada de tais regras para obter resultados desejados. É mais ou menos... ops... é isso. Nada de mais ou menos.

Mas o assunto não é esse. Vou apenas utilizar-me de determinadas técnicas para constatar aquilo que parece óbvio, mas às vezes não é. Qual é o verdadeiro problema da desistência? Padre Cardozo, que, segundo o que disse Monsenhor Faure, semeou a discórdia no meio do então “nosso” pequeno grupo?

Vou então contar uma pequena história: 14 anos atrás, o recém-formado Engenheiro Eugênio foi contratado para trabalhar em uma grande empresa. 3000 funcionários. Grande desafio. Já naquela época cenário de crise para o ramo na qual a referida empresa atuava. A empresa era um caos. Caos que curiosamente Monsenhor Williamson estranhamente disse a Padre Cardozo:

"Querido Padre! Paciência! O caos está apenas começando! Paciência! "

 
De qualquer forma um engenheiro não pode conviver com o caos. Admita-o e será engolido por ele. Fiz parte de uma equipe maravilhosa e até onde nos foi permitido, controlamos o caos instalado. A empresa passou a funcionar bem melhor, com problemas habituais, que são normais em qualquer empresa. Mas o caos não existia mais. Mas qual foi o segredo?

Detecte a causa de caos, atue sobre a causa. O caos vai terminar.

 
Líquido e certo, assim como 2 + 2 são 4. Certeiro como a existência do inferno. Utilizamo-nos de uma técnica desenvolvida pela Toyota, (olha ela de novo) chamada “Lean Manufacturing”. Entre outras coisas fizemos aquilo que era óbvio, mas que nossa cegueira profissional não nos permitia ver. Observamos as causas do problemas. Ah, esqueci, primeiro era necessário saber aquilo que deveria ser controlado. Qual era de fato o problema? Identificado o problema, passava-se a obvervação do mesmo, levando em consideração as regras necessárias, os parâmetros determinados, os resultados esperados. Então, atuava-se na causa. E vejam, também é líquido e certo: identificar a causa é de fato uma arte. Não é fácil. Certa vez, um diretor, do alto de seu trono, foi querer enfiar a colher onde não era sua alçada. Disse categoricamente que a causa de um problema era X. A empresa então investiu 2 milhões de reais para tentar resolver o problema. O caos continuou o mesmo. Posteriormente a causa do problema foi detectada e resolveu-se o problema, com 20 mil reais, ou menos.

Mas vamos lá, sem preocupar-me muito com a técnica, vamos primeiro saber qual o problema da falida “Resistência”. Depois de identificado o problema qual a causa. Resolver o problema? Quem sou eu... Ninguém. Não tenho autoridade pra isso. Só quero trabalhar meu cérebro para não morrer atrofiado, imerso no caos preconizado por Monsenhor Willianson.

Enfim, qual o problema? Se perguntasse a alguns fiéis através de um questionário com resposta livre, penso que as respostas seriam as seguintes:


1 – A divisão provocada por Padre Cardozo na “Resistência” brasileira, ou então;
2 – Destruição das amizades provocada por Padre Cardozo;
3 – Ou ainda, o problema pastoral de Padre Cardozo;
4 – Padre Cardozo não reza pra Francisco nas missas;
5 – A condenação ao CVII feita por Padre Cardozo em suas missões, etc...

Parece-me notório: Padre Cardozo é a causa dos problemas da “Resistência” brasileira, quiçá mundial. Ora bolas, afinal de contas Padre Cardozo gratuitamente começou seu ataque a Monsenhor Williamson. Gratuitamente?

Mas espera... não, não foi gratuito. Esta foi uma reação de Padre Cardozo, CAUSADA por um outro fator. Sim, este outro fator é a CAUSA. Mas parece que é necessária a pratica na arte da qual falei logo atrás. A arte de colocar em prática o versículo 24 do capítulo 23 de São Mateus. A arte de ignorar e desprender-me daquilo que me é conveniente. Ah... quantas vezes fiz isso? Preciso melhorar muito. E como!!...

E qual a causa? Várias... Não em Padre Cardozo, mas do bispo...

Pouca firmeza no dogma da Infalibilidade;
Recomendação de Valtorta;
Milagre em missa nova;
Recomendação a uma fiel em nutrir sua fé na missa nova;
Frutos mais ou menos bons, distorcendo o Evangelho;
Desprezo as estruturas;
Declarações ambiguas;
Apoio a padres que pecam contra o sexto mandamento (pedofilia e homossexualismo);

e ainda:

Omissão dos demais bispos e padres aos erros apresentados;
Igreja conciliar “misteriosamente unida” a Esposa Imaculada de Cristo;
“Um bispo é um bispo”;

Ora bolas, tamanho disparate só pode CAUSAR uma reação à altura. Certa vez um fiel me disse: “Só estranho a demora de Padre Cardozo em reagir ao problema. Espero que não tenha nada por traz disso.” Pois bem, alguns fiéis estranharam a demora do Padre em reagir. Pontuo porque penso que é algo que os fiéis esperam dos padres e bispos: Reconhecer os erros. É Razoável imaginar que padres e bispos podem errar. Claro. Porém, quando advertidos de suas falhas, reconhecem seus erros e se, ao menos não for possível uma retratação, que pelo menos parem de insistir no erro. Será que é pedir demais?
Padre Cardozo depois de várias vezes advertido sobre os erros de Macários, abriu os olhos e se retratou perante os fiéis sobre a defesa que ele fazia a essa pessoa. Demorou, é verdade, mas fez. Graças a Deus.

No mais, quero terminar comentando a razão do título. Pois bem, qual é então o problema que a falida "Resistência" vive ou viveu? As declarações infelizes de Dom Williansom ou a "pastoral" de Padre Cardozo? Sobre esta última, como já havia dito aqui, parece-me não ser nem de perto o problema. Padre Cardozo com seu apostolado aumentou consideravelmente o número de fiéis que frequenta o Mosteiro. Ou não? Estou falando mentira? O apostolado do Padre sempre apresentou bons frutos. Então se agora o Padre levanta a voz contra as blasfêmias de um bispo, o problema é a pastoral de Padre Cardozo? Infelizmente alguns acostumados a água com açúcar modernista, se assustam. Então, por favor, voltemos a razão. Padre Cardozo chamou o bispo de herege.... Se não é formal, é pelo menos material. Ou por ventura distorcer o Evangelho é o que? Dizer que a Igreja Católica está misteriosamente unida a uma igreja apóstata é o que? Não encontro outro nome pra isso.

No mais, falando em pastoral, termino com os versículos seguintes ao versículo 24 citado no início do artigo. Belíssima Pastoral!!!!

25. Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Limpais por fora o copo e o prato e por dentro estais cheios de roubo e de intemperança.
26. Fariseu cego! Limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que também o que está fora fique limpo.
27. Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Sois semelhantes aos sepulcros caiados: por fora parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos, de cadáveres e de toda espécie de podridão.
28. Assim também vós: por fora pareceis justos aos olhos dos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade.
29. Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Edificais sepulcros aos profetas, adornais os monumentos dos justos
30. e dizeis: Se tivéssemos vivido no tempo de nossos pais, não teríamos manchado nossas mãos como eles no sangue dos profetas...

domingo, 4 de setembro de 2016

Ainda sobre os bons e maus frutos - parte II

Seguem os comentários de Cornelio a Lapide sobre os bons e maus frutos. (The commentary of Cornelius a Lapide" em inglês, páginas 362 em diante.)

São Mateus 7,
15. Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores.
16. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinhos e figos dos abrolhos?
17. Toda árvore boa dá bons frutos; toda árvore má dá maus frutos.
18. Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má, bons frutos.
19. Toda árvore que não der bons frutos será cortada e lançada ao fogo.
20. Pelos seus frutos os conhecereis. 


Diz Cornélio:

Versículo 17 . Mesmo assim, toda árvore boa, faz nascer bons frutos, e a má ( "inútil, insalubre, apodrecido", diz Euthymius) árvore faz nascer frutos maus. "Uma boa árvore não se distingue da má por suas folhas e flores, mas por seus frutos", diz S. Bernardo. Árvore, que significa uma planta frutífera; para alguns produz folhas e ramos sem frutos. Entenda "plantas frutíferas" significando todos os tipos, tais como espinhos e abrolhos, que foram mencionados anteriormente. Cristo continua o argumento aqui, como é evidente a partir da expressão "Assim como", que tem a seguinte valor. "Assim como você não colhe uvas dos espinhos, mas sim espinhos; nem figos dos abrolhos, mas sim cardos (um cardo é uma espécie de planta espinhosa, a partir de uma semente triangular, estritamente falando, ou que tem três pontas, onde é chamada em latim de tri-bulatio); portanto, de todos boas plantas (frutíferas) nasce bons frutos, de plantas ruins, maus frutos. Isto é claramente o estado das coisas. Vemos que isso é verdade em todos os lugares. 

Nota 1. De uma boa árvore neste caso, Nós não entendemos uma boa vontade, ou caridade, ou por uma árvore corrompida uma maldade, como Santo Agostinho, São Crisóstomo, Teofilato e Lyranus pensam, mas sim um bom ou mau professor (ou seja, aquele que é verdadeiro ou falso), pelas palavras que imediatamente seguem esta fala. Esta passagem ocupa-se apenas da fé e doutrina. São Lucas, no entanto, interpreta a árvore ruim como hipócritas, porque os falsos mestres são os maiores hipócritas, e também, porque esta fala também é verdade para todos os hipócritas. São Lucas, de fato, omite qualquer menção de falsos mestres, a quem São Matheus adequadamente nomeia e insere aqui. Esta parábola foi aplicada por Cristo especificamente para eles, e, portanto, São Lucas deve ser complementado e interpretado baseado em São Mateus.

2. Pelo fruto da árvore, isto é "do médico", deve ser entendido, [primeiro], a sua doutrina, (como São Lucas diz em 6,45), como resplandece a verdade de um verdadeiro professor, a falsa de um falso; então vemos, como São Jerônimo, São Crisóstomo e Santo Agostinho leram os versículos. Mesmo que os falsos mestres e hereges, por vezes, demonstram santidade em boas obras, no entanto, em si e por natureza, uma fé torta nascida em um professor torto tende a gerar obras e moral tortos, e na maioria dos casos este é o resultado; e isto é exatamente o que Cristo quer nos ensinar aqui. Ele quer dar um sinal nítido e fácil para observarmos um falso médico e uma falsa doutrina, o que pode tornar-se difícil, uma vez que o lobo pode estar escondido sob a pele de cordeiro, a menos que ele caia em contradição por seus atos. Por outro lado, a boa fé nasce de um bom professor, e por natureza, tende a produzir uma vida santa e ações e moral santas, produzindo estas coisas em muitas almas, ainda que o contrário aconteça acidentalmente. Por exemplo, um herege pode ser generoso ao dar a esmola por uma bondade natural, uma compaixão; a esmola é então o fruto, não da sua heresia ou erro, mas de sua bondade; é produzida por um coração bondoso, mas não pela heresia. Agora, por outro lado, segue-se a partir deste princípio dos hereges, a "sola fides" [a fé sozinha justifica], que uma pessoa iria dedicar-se em vão e sem mérito à penitência, mortificação, a esmola e atos virtuosos difíceis. Vamos comer, beber, e dar-nos a todos os tipos de prazeres desenfreados, então, porque amanhã morreremos e entraremos no céu bêbados.